Investimentos em centros de P&D em São Paulo

Investimentos anunciados para centros de P&D, 2012-2020, em %

Entre 2012 e 2020, a Piesp registrou R$ 6,1 bilhões em investimentos anunciados para centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no estado de São Paulo. Mais da metade dos recursos (R$ 3,3 bilhões) destinaram-se à Região Administrativa de Campinas, concentrados no município de Campinas (R$ 2,4 bilhões). A Região Metropolitana de São Paulo, por sua vez, totalizou R$ 2,2 bilhões, com destaque para a capital paulista (R$ 1,9 bilhão). As demais regiões somaram R$ 539 milhões.

Maiores investimentos na Região Administrativa de Campinas, 2012-2020, em R$ milhões

Na Região Administrativa de Campinas, o maior investimento anunciado (R$ 1,8 bilhão) refere-se à instalação do novo acelerador de partículas, um dos dois mais modernos do mundo, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais. Outros destaques na região foram a instalação de unidades da Procter & Gamble (produtos de higiene e limpeza) e da montadora Honda, além da expansão dos centros de P&D da Hyundai (motores flex), da DuPont (resinas) e da United Phosphorus Limited e Embrapa (novas variedades de grãos).

Maiores investimentos na Região Metropolitana de São Paulo, 2012-2020, em R$ milhões

Na Região Metropolitana de São Paulo, o valor mais elevado (R$ 614 milhões) diz respeito à expansão do centro de P&D do Instituto Butantan, para desenvolvimento da vacina contra a dengue, em parceria com a Merck Sharp & Dohme. Também merece destaque a implantação dos centros de pesquisa da Uber (mobilidade urbana), da Aché (síntese molecular para novos ativos farmacêuticos), da Libbs (medicamentos biossimilares e biológicos) e o da ZTE, voltado para redes de telecomunicações.

Investimentos em centros de P&D, segundo tipo, 2012-2020, em R$ milhões

Durante esse período, 67,8% dos investimentos foram destinados à ampliação e/ou modernização dos centros já existentes, enquanto os outros 32,2% se referem à implantação de novas unidades. Nos últimos dois anos, o total de inversões teve acentuada retração, porém, vale observar que, em 2020, o valor apurado para instalação de centros de pesquisa (R$ 171 milhões) foi o mais alto desde 2016.

Fonte: Fundação Seade. Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo – Piesp.

Interiorização da indústria automobilística em SP

Distribuição do valor de transformação industrial do setor automobilístico paulista, por regiões e municípios, 2003-2017, em %

Gráfico da Distribuição do valor de transformação industrial do setor automobilístico paulista, por regiões

Entre 2003 e 2017, observa-se um processo de interiorização do setor automobilístico no Estado de São Paulo. A partir da análise da evolução da participação das regiões no valor de transformação industrial (VTI) do setor, verifica-se que as regiões administrativas de Campinas e Sorocaba passaram juntas a contabilizar 49,2% do total estadual, absorvendo as quedas registradas pela Região Metropolitana de São Paulo e pela RA de São José dos Campos, no mesmo período.

Gráfico da Distribuição do valor de transformação industrial do setor automobilístico paulista, por municípios

Em relação aos municípios, o movimento de interiorização do setor automobilístico reduziu a participação no VTI das cidades que compõem a região tradicional do ABC (São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul e Diadema) de 33,3% para 22,9%. Apesar de São Bernardo do Campo, em 2017, ter mantido a liderança no estado, os municípios de Piracicaba, Sumaré e Sorocaba juntos ampliaram a participação de 5,5% (2003) para 21,1% (2017).

Emprego nas montadoras, por regiões, 2006-2017, em mil

Gráfico do Emprego nas montadoras, por regiões

O Estado de São Paulo mantém a liderança com o maior número de postos de trabalho no setor automobilístico no Brasil, mas sua participação vem caindo em relação ao total do país. A RMSP passou por uma queda expressiva em seus postos de trabalho (menos 9,4 mil empregos), atingindo, particularmente, a região do ABC. Os municípios de São Caetano do Sul e São Bernardo do Campo, redutos tradicionais da indústria automobilística nacional, foram os mais afetados, perdendo a metade do seu contingente de trabalhadores.

Emprego no segmento de autopeças, por regiões, 2006-2017, em mil

Gráfico do Emprego no segmento de autopeças, por regiões

O emprego no segmento de autopeças também vem sofrendo com o recuo da produção nacional de autoveículos. A RMSP diminuiu sua participação no total do emprego do segmento no estado de 47,1% para 38,3%, entre 2006 e 2017. Já no interior, os resultados revelam mudanças importantes na configuração espacial. A RA de Campinas registrou aumento na sua participação, alcançando, em 2017, a liderança estadual no segmento, ao totalizar cerca de 58,8 mil empregos.

Fonte: Fundação Seade; Ministério da Economia. Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Nascimentos e perfil das mães em 2020

Evolução dos nascidos vivos, 2010-2020, em mil

Em 2020, aproximadamente 550 mil crianças nasceram no Estado de São Paulo, segundo as informações das Estatísticas do Registro Civil processadas pelo Seade. Comparando-se com anos anteriores, período de relativa estabilidade, observa-se decréscimo no número de nascidos vivos: em 2020 foram 31 mil nascimentos a menos do que em 2019. Como consequência, a fecundidade paulista passou de 1,7 filho por mulher para 1,6, entre 2010 e 2020, além dos reflexos na estrutura etária da população, em especial na parcela mais jovem.

Nascidos vivos, por mês de ocorrência, 2018-2020, em mil

A redução no número de nascidos vivos em 2020 também é observada na comparação mensal, sendo sempre menor em relação ao mesmo mês de 2018 e de 2019. Já a sazonalidade por mês de nascimento se manteve, ou seja, março, abril e maio registram as maiores ocorrências, enquanto outubro e novembro, as menores. Em 2020, foram registrados 50 mil nascimentos em março, 2.700 a menos do que no mesmo mês de 2019.
Já em outubro nasceram 42 mil crianças, 1.700 a menos do que no ano anterior.

Nascidos vivos, por sexo, 2019-2020, em mil

A razão de sexo entre os recém-nascidos no Estado de São Paulo é de 105 meninos para 100 meninas, tendência verificada na maioria das localidades em todo o mundo. Entre 2019 e 2020, o número de nascidos vivos do sexo masculino caiu de 296 mil para 282 mil, enquanto o do sexo feminino diminuiu de 284 mil para 268 mil, mantendo a relação entre meninos e meninas.

Distribuição das mães, por faixa etária, 2010-2020, em %

A estrutura etária das mães vem se modificando ao longo dos anos. Há uma redução na proporção de mães com menos de 20 anos e aumento daquelas com mais de 30 anos. Entre 2010 e 2020, a proporção de mulheres que foram mães com menos de 20 anos reduziu-se de cerca de 15% para menos de 10%. No mesmo período, a participação das mães de 30 anos ou mais passou de 34% para 43%, tornando a estrutura um pouco mais envelhecida. O grupo de 20 a 29 anos, apesar de também apresentar decréscimo, mantém-se com a proporção mais elevada.

Nascidos vivos, por idade da mãe, 2020, em %

A estrutura etária das mães não é homogênea nos municípios paulistas; em geral, é mais jovem naqueles onde a fecundidade é mais elevada e a vulnerabilidade socioeconômica é maior. Nestas localidades, situadas ao sul e ao sudoeste do Estado, registram-se proporções mais altas de mães com menos de 20 anos e de 20 a 29 anos e mais baixas de mães com mais de 30 anos.
No outro extremo, encontram-se os municípios que apresentam distribuição etária mais envelhecida, onde a proporção de mães com mais de 30 anos é superior a 40%, enquanto a das mais jovens é inferior a 10%. Nestes municípios, situados predominantemente ao norte e a leste do Estado, a fecundidade atingiu níveis mais baixos e a população se caracteriza por vulnerabilidade mais baixa.

Investimentos nos serviços atingem R$ 3,1 bi no 1º trimestre

Investimentos anunciados, 1º trim.2019-1º trim.2021, em R$ milhões

Gráfico dos Investimentos anunciados

O total de investimentos anunciados no 1º trimestre de 2021 para o Estado de São Paulo foi de R$ 5,2 bilhões. Quase dois terços dos recursos foram para serviços. Relativamente ao trimestre anterior, as inversões nesse setor aumentaram 59%, atingindo R$ 3,1 bilhões. Houve crescimento também na indústria, que avançou de R$ 544 milhões para R$ 871 milhões, o maior valor desde o início de 2020.

Investimentos anunciados nos serviços e na indústria, 1º trim.2021, em R$ milhões

Gráfico dos Investimentos anunciados nos serviços e na indústria

A maior parcela dos investimentos no setor de serviços foi destinada à Região Metropolitana de São Paulo (82%), seguida pelas regiões administrativas de Campinas (16%) e Santos (2%). Na indústria, o destaque foi a região de Campinas, que concentrou cerca de 78% dos recursos do setor, enquanto os outros 22% dividiram-se entre a RA Central e a RM de São Paulo.

Maiores investimentos anunciados nos serviços, 1º trim.2021, em R$ milhões

Gráfico dos Maiores investimentos anunciados nos serviços

Nos serviços, o principal anúncio foi feito pelo Itaú Unibanco, envolvendo R$ 1,5 bilhão para o processo de transformação digital do banco, com novas tecnologias, produtos e plataformas. As atividades imobiliárias, por sua vez, sobressaíram pelos R$ 832 milhões para implantação de três torres corporativas no complexo multiuso Parque da Cidade, em São Paulo, e pelos R$ 500 milhões para a construção do condomínio logístico Parque Industrial São Lourenço II, em Nova Odessa.

Maiores investimentos anunciados na indústria, 1º trim.2021, em R$ milhões

Gráfico dos Maiores investimentos anunciados na indústria

Na indústria, a construtora Tenda anunciou R$ 400 milhões para a instalação da “fábrica de casas” em Jaguariúna: produção de paredes, pilares e vigas, com madeira de reflorestamento, para serem montadas nos canteiros de obras da empresa. A Sanofi anunciou R$ 187 milhões para o desenvolvimento de pesquisas de medicamentos na fábrica de Campinas. Outros R$ 100 milhões foram divulgados pela Brasilux para expansão e modernização da planta de Matão para aumentar a produção de tintas imobiliárias e industriais.

Fonte: Fundação Seade. Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo – Piesp

PIB paulista cresceu 0,4% em 2020

Economia do Estado de São Paulo entrou na crise da Covid-19 com melhor desempenho em relação à nacional

Segundo o Seade, o PIB paulista cresceu 2,2% em 2019, contra 1,4% da economia brasileira (IBGE).

Setor de serviços cresceu, é forte no segmento para as empresas e tem peso na economia paulista

O segmento de serviços em São Paulo já apresentava, desde o final de 2019, desempenho superior à média nacional (2,7% contra 1,7% em termos anualizados), diferença que aumentou em 2020.

O Estado de São Paulo concentra o setor terciário mais moderno do país, com forte presença dos serviços prestados às empresas, como atividades financeiras, imobiliárias e de informação e comunicação; nos outros estados, os serviços voltados às famílias têm maior importância, os quais são mais sensíveis às medidas de distanciamento social necessárias para o combate à pandemia.

Destaque para as atividades financeiras, cujo desempenho decorreu do crescimento do crédito: empréstimos tomados por empresas e famílias para fazer frente a dificuldades no período de pandemia e aumento do crédito imobiliário, favorecidos por taxas de juros mais baixas.

Economia paulista é diversificada

Resultado positivo do PIB também teve contribuição da construção civil e do agronegócio (ampliação de 8,4% da indústria de alimentos no estado, segundo a PIM-PF), como a produção de açúcares, favorecida pelo preço no mercado internacional.

Taxas de crescimento anual, por setor, 2020, em % (1)

Gráfico de Taxas de crescimento anual, por setor

Estrutura setorial no PIB e contribuição para o resultado, 2020 (1)

Tabela de Estrutura setorial no PIB e contribuição para o resultado

Fonte: Fundação Seade.

Crescem investimentos para atividade canavieira

Investimentos anunciados na agropecuária, 2014-2020, em R$ mil

Gráfico de Investimentos anunciados na agropecuária

Nos dois últimos anos, a Piesp apurou significativa expansão dos investimentos anunciados para a agropecuária. Esse desempenho reflete essencialmente os valores direcionados ao cultivo da cana-de-açúcar no Estado de São Paulo, que corresponderam a quase 100% das inversões no segmento, tanto em 2019, como em 2020.

Entre os fatores que impulsionaram a atividade canavieira, sobressai o RenovaBio, nova política nacional de incentivo à produção de etanol e outros biocombustíveis, em vigor desde dezembro de 2019. Segundo o IBGE, a área plantada de cana no território paulista em 2019 somou 5,5 milhões de hectares, sendo que as regiões com maior participação nesse total foram São José do Rio Preto (16,3%) e Araçatuba (12,0%).

Investimentos anunciados ligados à cana-de-açúcar, 2019-2020

Gráfico de Investimentos anunciados ligados à cana-de-açúcar

Entre 2019 e 2020, a pesquisa registrou R$ 9,6 bilhões em anúncios de investimentos ligados à cana-de-açúcar. A maioria dos recursos (R$ 7,4 bilhões) se refere à agricultura, envolvendo expansão e renovação de canaviais. Outros R$ 551 milhões foram destinados à modernização de usinas sucroalcooleiras, enquanto o R$ 1,7 bilhão para infraestrutura é para geração de energia com resíduos da cana e melhorias no transporte do biocombustível.

Maiores investimentos anunciados ligados à cana-de-açúcar, 2019-2020, em R$ milhões

Gráfico dos Maiores investimentos anunciados ligados à cana-de-açúcar

O maior investimento em canaviais (R$ 5,6 bilhões) foi noticiado em 2019 pela Raízen (Cosan-Shell). Em 2020, a liderança coube ao grupo São Martinho (R$ 1,3 bilhão). Nas outras atividades, destacam-se dois anúncios de 2019: modernização e geração elétrica em quatro usinas da Tereos (R$ 700 milhões) e expansão do etanolduto da Logum (Petrobras-RaízenCopersucar-Uniduto), de Paulínia até o Porto de Santos (R$ 1,1 bilhão).

Fonte: Fundação Seade. Pesquisa de Investimentos Anunciados no Estado de São Paulo – Piesp