Distribuição da oferta interna de energia, por fontes
Brasil e Estado de São Paulo, 2021, em %
| Fontes | Brasil | ESP |
| Não renováveis | 55,3 | 41,5 |
|
Petróleo e derivados |
34,4 | 33,0 |
|
Gás natural |
13,3 | 8,5 |
|
Carvão mineral e derivados |
5,6 | 0,0 |
|
Urânio (U3o8) |
1,3 | 0,0 |
|
Outras não renováveis |
0,6 | 0,0 |
| Renováveis | 44,7 | 58,5 |
|
Derivados da cana |
16,4 | 32,7 |
|
Hidráulica |
11,0 | 18,7 |
|
Lenha e carvão vegetal |
8,7 | 3,8 |
|
Outras renováveis |
8,7 | 3,3 |
Fonte: Balanço Energético Nacional (BEN 2022), Relatório Síntese (ano base 2021) e Balanço Energético do Estado de São Paulo, 2022 (ano base 2021); Fundação Seade.
A matriz energética brasileira totalizou, em 2021, 44,7% de fontes renováveis procedentes, principalmente, de derivados da cana, responsáveis por 16,4%, seguidos pela hidráulica (11,0%), lenha e carvão vegetal (8,7%), eólica (2,1%) e outras renováveis (8,7%). O Estado de São Paulo, por sua vez, dispõe de matriz energética ainda mais limpa, na medida em que suas fontes renováveis, em 2021, responderam por 58,5%, sendo 32,7% provenientes de derivados de cana.
Moagem de cana-de-açúcar e produção de etanol
Brasil e Estado de São Paulo, 2020/2021
| Indicadores | Brasil | Estado de São Paulo |
ESP/BR (em %) |
| Cana-de-açúcar (mil ton.) | 657.432,75 | 356.507,52 | 54,2 |
| Etanol (mil m³) | 32.502,95 | 14.426,35 | 44,4 |
| Anidro | 10.646,57 | 5.194,82 | 48,8 |
| Hidratado | 21.856,38 | 9.231,53 | 42,2 |
Fonte: Conab e ANP. |
|||
A liderança paulista na produção nacional de cana-de-açúcar e etanol na safra 2020/2021 (54,2% e 44,4%, respectivamente) evidencia a importância que o setor sucroenergético paulista pode assumir na agenda de descarbonização em curso no país. Com efeito, a participação da biomassa, principalmente a decorrente da produção de açúcar e etanol (bagaço, palha da cana-de-açúcar, vinhaça e torta de filtro), e os subprodutos de maior valor agregado, como etanol de segunda geração, biogás/biometano, hidrogênio verde e combustível sustentável de aviação (SAF), representam novas frentes de crescimento para o desenvolvimento do Estado de São Paulo nesse processo de transição energética pelo qual passam o Brasil e o mundo.
Composição do Valor de Transformação Industrial da agroindústria paulista e sua participação no total da indústria de transformação estadual, segundo setores
Estado de São Paulo, 2007-2021, em %
| Tipo |
Setores de agroindústria |
Composição da agroindústria paulista |
Part. no total do VTI da indústria de transformação paulista | ||
| 2007 | 2021 | 2007 | 2021 | ||
| Total da agroindústria | 100,0 | 100,0 | 22,4 | 24,2 | |
| Base Animal | Total | 13,0 | 14,5 | 2,9 | 3,5 |
| Abate, produtos da carne e pescado | 7,9 | 8,6 | 1,8 | 2,1 | |
| Laticínios | 4,5 | 5,1 | 1,0 | 1,2 | |
| Couro | 0,6 | 0,7 | 0,1 | 0,2 | |
| Base Vegetal | Total | 87,0 | 85,5 | 19,5 | 20,7 |
| Açúcar | 8,2 | 20,5 | 1,8 | 5,0 | |
| Outros produtos alimentícios | 11,9 | 14,7 | 2,7 | 3,5 | |
| Celulose e papel | 21,4 | 13,5 | 4,8 | 3,3 | |
| Biocombustível | 7,9 | 8,8 | 1,8 | 2,1 | |
| Vestuário e acessórios | 8,3 | 5,0 | 1,9 | 1,2 | |
| Bebidas alcoólicas | 7,3 | 4,6 | 1,6 | 1,1 | |
| Madeira e móveis | 5,1 | 4,6 | 1,1 | 1,1 | |
| Conservas de frutas e legumes | 4,8 | 4,3 | 1,1 | 1,0 | |
| Moagem e produtos amiláceos | 4,0 | 3,1 | 0,9 | 0,8 | |
| Óleos e gorduras | 1,8 | 2,2 | 0,4 | 0,5 | |
| Bebidas não alcoólicas | 2,4 | 2,1 | 0,5 | 0,5 | |
| Fiação de fibras de algodão e naturais | 1,5 | 1,4 | 0,3 | 0,3 | |
| Café | 2,4 | 0,9 | 0,5 | 0,2 | |
Fonte: IBGE. Pesquisa Industrial Anual (PIA); Fundação Seade.
Nota: A metodologia para mensurar a agroindústria se apoiou no estudo O PIB do agronegócio brasileiro: base e evolução. Cepea, Esalq/USP (2017).
A produção de açúcar na liderança, com participação em 2021 de 20,5% no VTI da agroindústria paulista, acrescida de 8,8% da produção de biocombustível (praticamente etanol), só reforça a relevância do setor sucroalcooleiro para a economia paulista. Em um momento de transição energética, o avanço na exploração de subprodutos de maior valor agregado, já em curso na cadeia paulista do setor sucroalcooleiro, se apresenta, certamente, como peça-chave para a expansão de novos eixos de desenvolvimento sustentável no Estado de São Paulo.