Estado de São Paulo maio.2021

Nascimentos e perfil das mães em 2020

Análise em PDF

Evolução dos nascidos vivos, 2010-2020, em mil

Em 2020, aproximadamente 550 mil crianças nasceram no Estado de São Paulo, segundo as informações das Estatísticas do Registro Civil processadas pelo Seade. Comparando-se com anos anteriores, período de relativa estabilidade, observa-se decréscimo no número de nascidos vivos: em 2020 foram 31 mil nascimentos a menos do que em 2019. Como consequência, a fecundidade paulista passou de 1,7 filho por mulher para 1,6, entre 2010 e 2020, além dos reflexos na estrutura etária da população, em especial na parcela mais jovem.

Nascidos vivos, por mês de ocorrência, 2018-2020, em mil

A redução no número de nascidos vivos em 2020 também é observada na comparação mensal, sendo sempre menor em relação ao mesmo mês de 2018 e de 2019. Já a sazonalidade por mês de nascimento se manteve, ou seja, março, abril e maio registram as maiores ocorrências, enquanto outubro e novembro, as menores. Em 2020, foram registrados 50 mil nascimentos em março, 2.700 a menos do que no mesmo mês de 2019.
Já em outubro nasceram 42 mil crianças, 1.700 a menos do que no ano anterior.

Nascidos vivos, por sexo, 2019-2020, em mil

A razão de sexo entre os recém-nascidos no Estado de São Paulo é de 105 meninos para 100 meninas, tendência verificada na maioria das localidades em todo o mundo. Entre 2019 e 2020, o número de nascidos vivos do sexo masculino caiu de 296 mil para 282 mil, enquanto o do sexo feminino diminuiu de 284 mil para 268 mil, mantendo a relação entre meninos e meninas.

Distribuição das mães, por faixa etária, 2010-2020, em %

A estrutura etária das mães vem se modificando ao longo dos anos. Há uma redução na proporção de mães com menos de 20 anos e aumento daquelas com mais de 30 anos. Entre 2010 e 2020, a proporção de mulheres que foram mães com menos de 20 anos reduziu-se de cerca de 15% para menos de 10%. No mesmo período, a participação das mães de 30 anos ou mais passou de 34% para 43%, tornando a estrutura um pouco mais envelhecida. O grupo de 20 a 29 anos, apesar de também apresentar decréscimo, mantém-se com a proporção mais elevada.

Nascidos vivos, por idade da mãe, 2020, em %

A estrutura etária das mães não é homogênea nos municípios paulistas; em geral, é mais jovem naqueles onde a fecundidade é mais elevada e a vulnerabilidade socioeconômica é maior. Nestas localidades, situadas ao sul e ao sudoeste do Estado, registram-se proporções mais altas de mães com menos de 20 anos e de 20 a 29 anos e mais baixas de mães com mais de 30 anos.
No outro extremo, encontram-se os municípios que apresentam distribuição etária mais envelhecida, onde a proporção de mães com mais de 30 anos é superior a 40%, enquanto a das mais jovens é inferior a 10%. Nestes municípios, situados predominantemente ao norte e a leste do Estado, a fecundidade atingiu níveis mais baixos e a população se caracteriza por vulnerabilidade mais baixa.