Estado de São Paulo

abril.2022

Exportações superam nível anterior à pandemia

Análise em PDF

Balança comercial

Estado de São Paulo, 2019-2021, em US$ bilhões

Em 2021, as exportações paulistas superaram o recuo de 2020, provocado pela pandemia que afetou a produção interna e a demanda de vários países, e ultrapassaram até mesmo o desempenho de 2019. As importações também superaram o nível pré-pandemia, transpondo a demanda mais baixa por produtos importados de 2020. Com isso, o saldo da balança comercial paulista fechou 2021 em -13,2 bilhões.

 

Principais produtos exportados

Estado de São Paulo, 2019-2021, em US$ bilhões

Os principais produtos da pauta de exportação em 2021, segundo a Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM), não diferem muito daqueles comercializados em 2019. Entre os cinco principais, quatro se mantiveram: óleo bruto de petróleo, açúcares, aviões e soja. Nos últimos anos, as commodities têm prevalecido entre os principais produtos da pauta de exportação, valendo observar que, em 2021, açúcares e óleo bruto de petróleo tiveram valores superiores aos de 2019.

 

Principais países de destino das exportações

Estado de São Paulo, 2019-2021, em US$ bilhões

Também não houve alteração nos cinco principais países de destino dos produtos paulistas entre 2019 e 2021. Contudo, os valores das exportações para os Estados Unidos diminuíram, com destaque para a queda na venda de aviões. Já as exportações para a China cresceram de forma significativa, refletindo, em parte, o aumento da comercialização de açúcares de cana.

 

Exportações, segundo intensidade tecnológica

Estado de São Paulo, 2019-2021, em %

Entre 2019 e 2021, reduziram-se as exportações com maior intensidade tecnológica, recuando de 12,0% para 7,1% aquelas de alta intensidade tecnológica (p.ex. aviões) e de 32,7% para 30,7% as de média-alta (p.ex. automóveis). Já as de média-baixa (p.ex. combustíveis) e baixa (p.ex. açúcares) intensidade tecnológica ampliaram-se de 16,5% para 18,8% e de 24,4% para 27,6%, respectivamente. Os produtos não classificados são não industrializados.

Fonte: Ministério da Economia. Comexstat; Fundação Seade.